domingo, 18 de maio de 2008

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Continuo sempre com a mesma sensação de coração apertado. Por vezes dói muito saber que estamos no momento certo para abrir mão do que sentimos para dar lugar a coisas novas.
Como se o gesto de abrir uma mão e deixar voar o que estivemos a prender, apertadinho, nos doesse, fundo, fundo no coração. Esquecemo-nos tão depressa do que passa... e recordamos tão facilmente o que passou... Importante tem sido perceber que quando abrimos a mão para libertar, estamos também a fazê-lo tornando-nos mais disponíveis para receber. Encontramos um lugar muito amplo onde podemos recomeçar a construir no lugar do que se destruiu ou desmoronou...
... o melhor de tudo isto é que, com o tempo, acabamos por perceber que nada se perdeu, sai-se sempre a ganhar, nem que seja pela lição... e bom, bom, é vermo-nos rodeados das pessoas que mais nos magoaram e que aprenderam a dar e receber como melhor sabem, podem e conseguem. Os que ficaram pelo caminho aprenderam o mesmo, mas não connosco e no nosso tempo...

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