Por vezes usamos o nosso tempo para reflectir sobre tudo. O que corre bem, o que corre menos bem, o que corre mesmo, mesmo mal. Enquanto olhamos para trás e tentamos aprender uma lição, continuamos a recuar, a descer, numa espiral negativa em que ora vislumbramos uma luzinha lá em cima, ora vemos o fundo de um poço que parece não o ter... Por vezes, quase sempre, enquanto olhamos para trás, para as portas que se fecharam, para o que perdemos, para o que tínhamos, não vemos que nesse momento, à nossa frente, se abre uma fresta. Começa a entrar luz nova, começa a arder uma nova chama, o ar parece mais leve, mais fresco. Afinal, a Primavera vem para todos, mas nem sempre na mesma data :D
Iupiiiiiiii!!!
terça-feira, 29 de abril de 2008
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Things we miss, people we waste
Perco demasiado tempo. A pensar no que quero, naquilo de que gosto, em tudo o que sou, fui, quero, tive, vivo...nas possibilidades...nas minhas realidades...
Às vezes sinto muitas saudades do que havia. Na verdade, poucas vezes reconhecemos na devida altura quão bom é um momento, a beleza de um sorriso, um cheiro peculiar, uma sensação intensa. Raramente nos apercebemos verdadeiramente de que um dia sentiremos nostalgia de um momento particular, de uma frase ouvida, da eternização ou prolongar daquele breve instante. Pelo menos é o que me dizem.
Eu, felizmente?, pertenço ao grupo das pessoas auto-imunes. Dos que sentem no exacto momento que estão cheios de sorte, que recordarão durante muito tempo aquele gesto, dos idiotas que dão a devida importância na devida altura. Faço parte das pessoas que apreciam os momentos, de forma muito introspectiva e semi-secreta, e mais tarde os recordam através da lembrança da sensação vivida. E revivo tudo. Como se existisse em mais dimensões que aquelas que conheço. Como se os meus sentimentos e pensamentos soubessem guiar-me para me obrigar a sentir tudo o que me fez sentir mais viva. O reverso menos bom desta medalha é que nem sempre queremos reviver. Os pensamentos deviam fechar-se a si mesmos numa caixinha, afastarem-se de nós quando temos de avançar noutra direcção. Enquanto nos assaltam, continuam a desenrolar possibilidades. Mas somos tantos... como é possível que as minhas possibilidades se cruzem com as de outras pessoas? Como posso garantir que a coincidência estará do meu lado?
Sinto saudades de tanta coisa.. de tanta gente...
...da maciez do cabelo, do abraço apertado, do brilho do olhar, do coração apertado, do toque na face... por vezes estas recordações transportam-me para outra realidade... nem sei se foi apenas minha, se por coincidência se cruzou com outra... mas terei de escolher apagar alguém, para que tudo isto faça sentido.
Por vezes as coisas que recordamos do passado afastam-nos das pessoas do presente. Mesmo se, por coincidência, no passado nos aproximaram.
Às vezes sinto muitas saudades do que havia. Na verdade, poucas vezes reconhecemos na devida altura quão bom é um momento, a beleza de um sorriso, um cheiro peculiar, uma sensação intensa. Raramente nos apercebemos verdadeiramente de que um dia sentiremos nostalgia de um momento particular, de uma frase ouvida, da eternização ou prolongar daquele breve instante. Pelo menos é o que me dizem.
Eu, felizmente?, pertenço ao grupo das pessoas auto-imunes. Dos que sentem no exacto momento que estão cheios de sorte, que recordarão durante muito tempo aquele gesto, dos idiotas que dão a devida importância na devida altura. Faço parte das pessoas que apreciam os momentos, de forma muito introspectiva e semi-secreta, e mais tarde os recordam através da lembrança da sensação vivida. E revivo tudo. Como se existisse em mais dimensões que aquelas que conheço. Como se os meus sentimentos e pensamentos soubessem guiar-me para me obrigar a sentir tudo o que me fez sentir mais viva. O reverso menos bom desta medalha é que nem sempre queremos reviver. Os pensamentos deviam fechar-se a si mesmos numa caixinha, afastarem-se de nós quando temos de avançar noutra direcção. Enquanto nos assaltam, continuam a desenrolar possibilidades. Mas somos tantos... como é possível que as minhas possibilidades se cruzem com as de outras pessoas? Como posso garantir que a coincidência estará do meu lado?
Sinto saudades de tanta coisa.. de tanta gente...
...da maciez do cabelo, do abraço apertado, do brilho do olhar, do coração apertado, do toque na face... por vezes estas recordações transportam-me para outra realidade... nem sei se foi apenas minha, se por coincidência se cruzou com outra... mas terei de escolher apagar alguém, para que tudo isto faça sentido.
Por vezes as coisas que recordamos do passado afastam-nos das pessoas do presente. Mesmo se, por coincidência, no passado nos aproximaram.
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